Julie, Julia e Grazi.

“Existe algo melhor do que manteiga? Pense nisso. Toda vez que provar algo delicioso além da imaginação e disser: “O que vai nisso?” A resposta sempre será “manteiga”. É incrível. Isso foi preparado com doçura, é por isso. O dia que um meteorito vier em direção à Terra e só nos restar 30 dias de vida, vou passá-los comendo manteiga. Manteiga nunca é demais”. – Amy Adams como Julia, escrevendo em seu blog.

Engraçadas as coincidências da vida.  Eu assisti Julie e Julia no dia do meu aniversário, 26 de novembro em que fiz 29 anos, e me fazia as mesmas  perguntas sobre o que será dos 30 anos. E até pouco tempo estava paranóica e pensando: “Meu Deus, ainda não fiz nada da vida!”. E cai no meu colo um filme querido como esse.

Acho que não tem como definir o filme de forma melhor: querido, aconchegante, acolhedor.  O filme conta simultaneamente a história de duas personagens, em tempos diferentes, a primeira Julie(Meryl Streep), um americana que após se mudar para França aos quarenta anos, decide  aprender cozinha francesa e escrever um livro para americanos, e a segunda Julia(Amy Adams) ao se deparar com o como está a sua vida à véspera dos 30 anos, resolve fazer um blog com duração de 1 ano, contando as suas impressões de como é cada receita das 500 e tantas existentes nos livros de Julie. Julia acaba por tomar Julie como sua grande inspiração. Não só na culinária, mas sim na maneira de enfrentar a vida.  E essa ligação é mostrada de forma tão natural, e é  contada de uma forma tão espontânea, que é saboroso absorver essa história. As atuações belíssimas, Meryl Streep dispensa comentários tal grau de profissionalismo e talento desta mulher, e Amy Adams que com dificuldades lembrei sendo a aviadora de Uma noite no museu 2, aqui é graciosa, cômica sem ser exagerada e com um brilho no rosto bastante notável. O roteiro é bem escrito, o cenário se destaca bastante, rico em detalhes, e essa relação das duas personagens entre elas, e elas e as dificuldades da vida é muito bem feito.

Vale a pena assistir. Além de uma boa história é um sopro de esperança e ânimo para aqueles que batalham e tem grandes obstáculos a ultrapassar, assim como eu , que também estou aqui com meu blog, escrevendo e achando que estou falando sozinha, pra quem sempre começa alguma coisa e para no meio do caminho, este filme é uma boa pedida.

Sobre grazik

Escrever é existir.
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