“De dentro da noite que me cobre, negra como a cova, de ponta a ponta, eu agradeço a quaisquer deuses que sejam, pela minha alma inconquistável. Nas garras das circunstâncias, não estremeci, nem gritei em voz alta. Sob os golpes do acaso, minha cabeça está sangrando, mas não está abaixada. Além deste lugar de ira e lágrimas só surge o Horror das sombras. E apesar da ameaça dos anos, encontra-me, e me encontrará sem medo. Não importa quão estreito o portal, quão carregada de punições a lista, Sou o mestre do meu destino, Sou o capitão da minha alma”
-Invictus, poesia de William E. Henley por Morgan Freeman como Nelson Mandela.
Eu sou particularmente fã de filmes baseados em fatos históricos, principalmente relacionado a grandes líderes mundiais. Desde A Rainha, O Último Rei da Escócia, Frost/Nixon. E como eles lidaram com tamanha responsabilidade e com grandes conflitos. Esse filme em especial, traz um grande lider com ideais nobres. Depois de passar 26 anos na prisão, ao sair ele se nega a fazer o mesmo com a parcela branca da população, o que fizeram com os negros. E ele usa o esporte como elo de ligação entre os dois lados. Mas não é um caminho fácil. Se fosse, haveriam muitos Mandelas e o mundo estaria salvo.
Outra coisa que chamou a minha atenção, foi ao fato de ser considerado um terrorista. Depois ser desacreditado pelos mais próximos, e isso é um grande clichê. Poucos são aqueles que mesmo contra todos, acreditam que certas coisas são possíveis e são corajosos para lutar por seus ideais. Mas essa inversão de valores é tão estranha.
Voltando ao cinema, grande atuação do Morgan Freeman, com certeza a minha torcida para melhor ator do Oscar 2010. Não só ele mas todos os atores usam esse sotaque africanizado, que talvez passe despercebido aos estrangeiros, mas é muito bem apresentado no filme. O roteiro consegue mostrar os pensamentos de Mandela com clareza, e há várias passagens memoráveis, uma das mais marcantes essa em que ele declama o poema que o inspirava(que estará aí embaixo). Que grande parceria essa com Clint Eastwood. Matt Damon complementou o filme, e eu que tenho apenas aquela visão de Ultimato Bourne, consegui desprender ele daquele papel. Não que eu já o tenha visto em outros filmes, mas pela primeira vez me chama a atenção. E a trilha sonora é lindíssima. Abaixo eu vou deixar uma das músicas que se chama 9000 dias, referente aos dias que ele passou na prisão.
E por fim, o filme fala sobre inspiração. Quando todos te julgam insano por querer que as coisas sejam diferentes. Não basta apenas achar que as coisas poderiam ser melhores, tem que fazê-las acontecer. E isso é o mais difícil. Mas sem ela pensamentos são inúteis.

Eu tava querendo ver, preciso me organizar. Lobisomem e Preciosa passam na frente da fila.
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